sábado, 25 de fevereiro de 2012

Um parto de cócoras e ... fim do Blog da Gestante

Pois então... quase 4 meses sem postar!!! "Está com teias de aranha", meu blog, como disse um paciente meu dia desses.

Eu tenho pensado em parar o BG... pausar talvez. O consultório anda tão movimentado que não tenho tido tempo para escrever. Quando não estou atendendo estou estudando um novo caso, novas técnicas, ou envolvida no fim do curso de acupuntura (que já terminou, só falta cumprir algumas formalidades), ou sendo mãe!!!!

E para dar essa encerrada no blog, um mega acontecimento! Finalmente um parto humanizado em Pelotas! A,conpanhei um parto sem intervenção desnecessária alguma (sem ocitocina, sem litotomia, sem episio, liberdade de posição, ... ) Uhu!!!!!!!!

E encerro com chave de ouro esses mais de 3 anos de BG, e agradeço muito, muito muito muito (!!!!!) a quem leu, perguntou, acompanhou, divulgou.

Não vou tirar do ar, vai seguir aqui "para consulta", este e o antigo BG.

Quem sabe um dia a gente volta? :)

Quem quiser entrar em contato, por favor me escreva ( amadrecer@hotmail.com )

Beijos mil!!!!!!!!!
Isane

sábado, 29 de outubro de 2011

Programa na TV (segunda dia 31)

Olá, querid@s que acompanham o BG!!

(Obrigada pelos "trocentos" acessos que temos tido! Dia 26 foram mais de 50 em apenas 1 hora!!! Ô felicidade desta pobre escritora-amadora).

Venho contar que, há pouco mais de um mês, dei uma pequena entrevista no meu consultório para uma repórter muito querida (a Maiane).

Para quem quiser assistir em primeira mão, irá ao ar na segunda, dia 31, às 21h30, na TV Câmara.

Assistam e enviem suas perguntas para: amadrecer@hotmail.com

Quem sabe pode ser possível mais algum outro espaço lá?!

Beijos e até breve!
Isane

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Você teve uma cesárea indesejada? ou um parto vaginal após uma cesárea?


Meu nome é Heloisa Salgado e sou aluna de mestrado da Profa Simone Diniz na Faculdade de Saúde Pública da USP. O meu projeto de pesquisa é sobre cesáreas indesejadas e, para isso, estou coletando os seguintes depoimentos/narrativas:

1. Relatos de partos vaginais ocorridos após cesárea anterior ("Relatos de partos VBAC" - vaginal birth after cesarean) já publicados em sites e/ou blogs;

2. Entrevistas com mulheres que foram submetidas a uma cesárea considerada indesejada pelas mesmas.

Caso você se interesse em colaborar com um dos momentos de minha pesquisa (indicando o seu relato de parto já publicado ou se disponibilizando para a entrevista por email), solicito que entre em contato pelo email cesareaindesejada@gmail.com para fazermos os procedimentos regulares da pesquisa.

Desde já, agradeço a atenção e a disponibilidade!

Um abraço,

Heloisa Salgado"

Divulgando:

"Olá!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Programa: Parto Humanizado

Assista aqui um programa que foi ao ar na TV Século 21, Conexão Brasil, dia 05/07/2011.

http://www.tvseculo21.org.br/conexaobrasil/Default.aspx?opcao=visualizarConteudo&ID=2921

Beijos mil!
Isane.

O bebê prematuro na TV (hoje às 22h30)

(Recebido pelo e-group l-materno)

Nesta terça feira, 18 de outubro, Dia do Médico, o programa Conexão Brasil (apresentado pela TV Século 21 de Campinas, com transmissão pela parabólica e pelo site http://www.tvseculo21.org.br/conexaobrasil apresentará o tema "O bebê prematuro".O programa é comandado pelo Dr. José Martins Filho, da UNICAMP, emérito defensor da amamentação no Brasil e autor de um dos livros mais estudados nos anos 80 sobre o tema: Como e porque amamentar.
O entrevistado é o pediatra campista Dr. Luis Alberto Mussa Tavares que esta lançando livro novo (Uma Declaração Universal de Direitos para o Bebê Prematuro - Edição Comentada) e um projeto (Casa de Apoio para a Mãe de UTI).
O programa é dividido em 4 blocos de 12 minutos.
O tema é a abordagem humanizada e respeitosa do bebê prematuro, a importancia do envolvimento da familia em seu cuidado e a visão pessoal desse pediatra acerca das pe rspectivas futuras do atendimento a esse bebê.
Considerando a importancia social do nascimento prematuro para a humanidade, hoje calculado em mais de 13 milhoes de nascimentos anuais, o tema é de importancia fundamental, uma vez que discute o direito à vida e ao tratamento respeitoso de uma imensa parcela de nossa população que nem sempre recebe, por inumeros motivos, acolhimento adequado e contingente de nosso sistema de saude cada vez mais bioquimico e farmacológico e cada vez menos integral.
Convido a todos a dividirem comigo estas considerações tão magistralmente conduzidas pela exeriencia e pelo talento do Dr José Martins Filho.
Terça, 18 de outubro, 22:30.
http://www.tvseculo21.org.br/conexaobrasil
Até lá.

Luis Tavares.
Pediatra.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lenço umedecido

Não precisa aquecer água todo dia, nem manter em jarra térmica, nem carregar algodão, nem utilizar sabonetes... eu sou fã!
É verdade que muitos pediatras não recomendam, mas de mãe para mãe: eu recomendo sim.
Justificativa dos que contra-indicam: causador de assaduras.Abismado
Não concordo, veja bem porquê: a menos que seu bebê seja extremamente sensível (sendo inclusive a sabonetes de bebê, que também tem compostos químicos, embora bem suaves, como é o caso dos lencinhos) o que causa as assaduras dos lenços umedecidos não é O LENÇO, mas o “pós-lenço”.
Explico: o lenço age como um algodão molhado e ensaboado sem no entanto necessitar de enxágüe. Mas o que todo mundo faz depois de usar os algodões? Seca. E os lenços? Nem todo mundo seca. E é aí que mora o perigo.
Bumbum úmido = assaduras
É por isso que depois da invenção da fralda com absorção com gel o número de assaduras diminuiu.Muito feliz
Então faça o seguinte: quando usar lencinhos não economize. Use tantos quantos forem necessários (em caso de cocô, pois quando é xixi um só basta) para a limpeza do bumbum e das dobrinhas, até que o lencinho saia sem sujeira. Não esfregue na pele delicada do bebê.
E tenha SEMPRE junto com o pacote de lenços uma fralda de pano para secar o bumbum (sem esfregar, só tocando e absorvendo) e (muito muito importante) as dobrinhas – do bumbum, da virilha, dentro do bumbum etc.
E faça bom proveito desta facilidade!

domingo, 16 de outubro de 2011

Palmadas x Agressividade

Este assunto é um tanto quanto polêmico: afinal, bater educa?

Há quem defenda que em criança não se bate nunca, outros mais radicais dizem que é só assim que se aprende, e tem aqueles que tentam ponderar as duas medidas e acham que um tapinha de vez em quando nunca fez mal a ninguém.

A verdade é que, durante muito tempo, bater em criança era socialmente aceito (não pela criança, obviamenteInsatisfeito). Aí vieram os Direitos da Criança na década de 90 e as coisas começaram a mudar. Bater passou a ser crime, mas ainda assim se vê isto acontecendo diariamente, desde as classes mais pobres até as mais ricas como sendo parte do processo de educação.

Pontos de vista a parte, para uma coisa não podemos fechar os olhos: há umas duas semanas, creio eu, chegou em mim um artigo que dizia o seguinte: crianças que apanham antes de 1 ano de idade tendem a ser muito mais agressivas.

Uma das explicações de um dos cientistas foi muito interessante, veja só: o bebê ao apanhar do pai ou da mãe pensa/faz a seguinte associação "Se ele, que me ama, me bate então é assim que se ama".

E isto contribui para a formação de um ciclo duradouro que este bebê levará para a sua infância, agredindo colegas, professores, pais, se tornando um adolescente e até um adulto com muitas dificuldades de controle da própria agressividade.

Que tenhamos paciência para educar nossos filhos!!

sábado, 15 de outubro de 2011

Psicoterapia auxilia casais com dificuldades para engravidar

Conversar com profissionais ajuda futuros pais a lidarem com estresse

(Texto na íntegra de Monique dos Anjos, publicado no site da editora Abril)
É importante expor suas angústias com terapeuta
A decisão de ter um filho, seja pelo método convencional, ou recorrendo à fertilidade assistida, costuma vir acompanhada de uma série de expectativas.

E quando o bebê demora a chegar, sentimentos como frustração e ansiedade juntam-se a lista de preocupações.
O estresse que acompanha esses casais pode, mais do que tirar o sono, ameaçar a fertilidade de ambos.

Segundo a especialista em fertilidade humana Maria Cecília Erthal, diretora do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, na mulher o estresse pode alterar a liberação de hormônios que influenciam no ciclo ovulatório. “No caso dos homens, há diminuição da libido, além de prejuízo à produção de espermatozóides”.

E mais: as substâncias secretadas no organismo feminino também podem interferir no movimento das trompas, que se tornam menos eficazes no processo de fecundação.

Ajuda profissional
Em busca de apoio emocional para lidar com o turbilhão de emoções que antecedem a gravidez, muitos casais recorrem à psicoterapia.

Para Simone Perelson, psicóloga do Ambulatório de Reprodução Humana do Instituto de Ginecologia da UFRJ, apesar das pesquisas correlacionando fatores emocionais e infertilidade ainda não serem conclusivas, o simples fato de poder falar sobre a ansiedade ajuda o casal a lidar com a situação.

“Mais do que aumentar as chances da gravidez acontecer, ajudamos o casal a se preparar para a paternidade”.

Simone afirma que a insegurança com relação a procedência do sêmen ou do óvulo doado, assim como dúvidas quanto contar ou não sobre a fertilização assistida aos amigos, parentes e até para a criança a ser gerada, costumam ser freqüentes.

“É preciso entender que é natural ficar ansioso ao passar por um processo como esse”, declara Simone.

“Há quem se culpe, por achar que sua ansiedade é o que está impedindo a gravidez, entrando em um ciclo vicioso que gera mais ansiedade”.

Para a especialista, o ideal é que todos os futuros papais e mamães tenham acompanhamento psicológico para que o lado emocional seja tão bem assistido quanto o lado físico.

“É importante que haja diálogo com um psicoterapeuta, mesmo que uma única vez, para que o casal tenha espaço de levantar questões emocionais que não são pertinentes aos especialistas em reprodução”, afirma Simone.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Bebê conforto/ Cadeira de carro

Este post é útil. E extremamente importante.

Acredito que todos sabem a importância da cadeira de carro (alguns bebês conforto podem ser adaptados ao carro também) que é manter o bebê seguro caso haja uma freada brusca ou até mesmo um acidente (batida, capotagem, etc). - Deus me livre!

Existem casos, inclusive, onde o único sobrevivente do carro foi o bebê justamente pela proteção conferida pela cadeira.

Alguns cuidados básicos são muito importantes de serem seguidos como: manter o cinto em perfeitas condições e bem ajustado ao corpo, respeitar a altura e peso recomendados pelo fabricante, assim como o modo de usar (virado para trás ou para frente, reclinado ou não, etc).

Mas tem uma coisa que eu nunca encontrei em manual nenhum e merece ser destacado: o estado da blusa do bebê quando ele sai do bebê-conforto. SEMPRE preste atenção, pois dependendo da temperatura (°C) ou o tempo que ele ficou ali, ele pode ter suado, e muitas vezes muuuuito. Mesmo no inverno, em dias frios, isso pode acontecer. Então, a primeira providência a ser tomada é: notou que a blusa está úmida? Troque-a imediatamente. Muitas vezes ela parece estar só levemente suada, pois ainda está com a temperatura do corpo, mas essa blusa úmida vai ficar gelada, e vai ficar em contato com as costas do bebê, e todo mundo sabe dos riscos disso para a saúde, certo? Já vi consequências gravíssimas por conta desse pequeno cuidado não ter sido tomado.

Resumindo: saiu do carro? Verifica as costinhas.
Beijos e boa viagem!! Sorriso

domingo, 9 de outubro de 2011

Roda Cancelada

Em função da chuva que caiu próximo às duas horas, decidi por cancelar a Roda.
Em breve aqui, nova data!
Beijos!

Roda de Grávidas no Piquenique Cultural (HOJE)

Pessoal, amanhã tem Roda de Grávidas!

O Piquenique Cultural começa às 14h, mas estarei lá a partir das 17h.

Caso chova, o encontro será transferido para o feriado de quarta-feira, dia 12, em novo horário.

Ao meio-dia de domingo o encontro será confirmado ou transferido.

Verifique aqui.

Caso faça sol, nos encontraremos lá.

Estarei com uma camiseta branca da Parto do Princípio, passeando por lá, para tirar dúvidas sobre as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) para o parto.

Nos vemos lá!!!!

Beijos mil!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Roda de Grávidas

Será neste domingo
às 17h,
no Piquenique Cultural,
lá na Praça Coronel Pedro Osório!

Quem estiver lá para bater um papo vai preencher um cupom para concorrer a um ensaio fotográfico em Estúdio Profissional.

Em breve mais detalhes!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nada de parto humanizado!

Ainda falando sobre a palestra da psicóloga uruguaia Denise Defey.
Ontem ela dizia de uma nova tendência que está começando a remodelar o PNH (parto normal humanizado). Ninguém precisa concordar, só ouvir (no caso, ler).

O PNH parte do princípio de alguns procedimentos que devem ser evitados e posturas encorajadas durante o trabalho de parto e o parto propriamente dito. Pois bem, lá no Uruguai estão falando sobre o "parto respeitado". Respeito a mulher, às vontades da mulher e à vida da mulher. Exemplo: o direito a acompanhante não é à mãe da grávida (no caso de uma adolescente) ou ao pai do bebê, mas aquele acompanhante que a mulher escolher, entre outras coisas.

No Brasil, na Rede Parto do Princípio, nós já discutimos coisas assim, no mesmo modelo, mas nunca trocamos o nome do parto (de "humanizado" para "respeitado"). Há quem defenda (como é o caso da Denise Defey e de um membro do conselho municipal de saúde de Pelotas, que não lembro o nome agora) que "humanizar" é ridículo. De acordo com a fala deles, os humanos são as criaturas mais atrozes do planeta, como então queremos humanizar as coisas? É para se questionar.

Enfim, eu ainda gosto da palavra humanização, e não consigo pensar nela sem pensar na palava "respeito" inserida neste contexto. Que existem seres humanos terríveis, é verdade, mas também não somos nós humanos que estamos tentando melhorar o mundo?


terça-feira, 4 de outubro de 2011

"Sala de Parto" por Denise Defey

Hoje pela manhã (27/11/2009) estive em uma palestra sobre as mobilizações afetivas na sala de parto. Quem falava era a psicóloga uruguaia Denise Defey.

Muitas coisas legais, muitas eu já sabia, outras me foram novas e me fizeram pensar.

Acho que o mais interessante foi repensar a questão da preparação da mulher para o parto. É verdade que mulheres mais informadas podem ter um parto melhor, é superverdade que mulheres mais ativas também podem, mas também é verdade que isso é legal ANTES. No momento do parto NÃO!

Michel Odent (um cientista, pesquisador, super importante nesta área) já escreveu há muito tempo sobre desativar o neocórtex (em miúdos: não tentar ser racional) no momento do parto. Parto é instinto. É se deixar levar.

Nenhum dos dois extremos é bom, e explico o porquê:
  • quem muito se informa e tudo tenta controlar (todas as variáveis) não deixa a natureza agir, entra em estresse, libera adrenalina, o que impede a liberação dos hormôminos facilitadores do parto (ocitocina, endorfinas);
  • quem nada se informa é facilmente ludibriada, vai pra cesárea sem indicação real (no caso de desejar um parto normal e ser informada por exemplo -como ouvi essa semana- que o bebê estava enrolado (?) e acima do peso normal -desde quando entre 3 e 4kg é acima?), além de se assustar com o trabalho de parto e acreditar que não vai DAR CONTA DO RECADO.
É verdade que em 15% dos casos o parto vaginal não é possível, mas isso não é sinônimo de fracasso. Esses são os casos em que se jogam as mãos para o alto e se dá "graças a Deus" pelo avanço tecnológico neste tipo de parto (cesáreo).

Enfim... não vamos descambar o assunto para outro lado.
Se o que você deseja é um bom parto, seguro, tranquilo, bacana mesmo (como duas psicólogas hoje relataram que tiveram um parto MA-RA-VI-LHO-SO): então PREPARE-SE e escolha um bom acompanhante de parto. 

Busque cursos, doulas, exercícios físicos e respiratórios, psicoprofilaxia com profissionais experientes agora enquanto a barriga cresce, pois quando a barriga desce ... aí é hora de relaxar ... e se deixar levar.

Uma boa hora!